Na superfície de Marte

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NASA

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Jonathan Holdorf. 2018.

Jonathan Holdorf. 2018.

Em 1965, quando a primeira imagem de Marte foi capturada, houve uma quebra de expectativa muito grande, pois as pessoas estavam esperando um planeta como a Terra e acabaram recebendo algo similar ao que conhecemos como a Lua: crateras e mais crateras.

Nossa mente cria a partir do que vivemos e do que conhecemos. Quando eu fiz a imagem abaixo, tinha a referência de Marte através das fotografias atuais, filmes e infinitas artes que representam o Planeta Vermelho. Minha expectativa sobre o planeta já não era a mesma que das pessoas em 65.

Da mesma maneira, lemos histórias de ficção que tentam representar um futuro fantasioso (ou não). Na semana passada li "Crônicas Marcianas", de Ray Bradbury e tive uma perspectiva de como o autor imaginava o futuro da humanidade nos anos 50: vivendo em Marte, lutando para conquistar o planeta como nosso, sofrendo, destruindo a Terra e buscando abrigo em um lugar desconhecido.

Assim como um escritor coloca os mundos em um papel, a fotografia também permite acessar universos inexistentes. E ao trazê-los para realidade, criamos parte de uma história que ainda está para ser escrita. Moldando nossas expectativas, transformamos nossas perspectivas e abrimos as janelas da imaginação.